quarta-feira, abril 18, 2007

Pequenas alegrias

Por vezes não damos a devida importância a pequenos momentos que, praticamente, passam ao lado da nossa vida agitada do dia-a-dia. As distrações são salutares, senão damos todos em doidos.
Bom almoço, comida agradável, companhia excelente e conversa inteligente ( ou minimamente inteligente ), que é uma coisa que, cada vez mais, vai sendo rara.
Um bom amigo meu, por acaso tasqueiro, disse-me à uns anos que ele era um previligiado. Quando lhe perguntei porquê obtive uma resposta que, na altura não compreendi a cem por cento, disse-me: "Trabalho mais horas que o normal, ganho pouco, tenho dívidas, o negócio corre mal, cada vez há mais impostos, mas tenho tempo para ir conversando com os clientes".
O previlégio dele era ter tempo para conversar. Divina benção! Cada vez convenço-me mais que, de facto, os cabrões dos velhos é que percebem da vida.