Democracia invertida
Todos os dias sentimos o garrote da proibição de qualquer coisa ou de mais um pagamento extra por conta.
Nas últimas horas soubemos que vamos pagar ainda mais pela taxa Euribor, embora o Banco Central Europeu tenha decidido manter o juro em 4 por cento ( alguém explica porque vamos então pagar mais pelo empréstimo à habitação ?).
Vamos pagar pelos sacos dos supermercados, vamos pagar mais pelo contador da electricidade, vamos pagar mais porque afinal a taxa de inflação vai ser para 2008 de 2,6 segundo a OCDE e não de 2,2 como diz o governo.
Os funcionários públicos vão passar a descontar para a ADSE nos 13º e 14º mês.
Isto só em meia dúzia de horas, e há outros aumentos de que não me recordo para citar de cor.
Vamos deixar de fumar em todo o lado menos na rua e de certeza que o tabaco aumentará ainda mais em nome da saúde.
O governo vai instalar cem radares fixos nas estradas, logo passaremos a conduzir no meio da planície alentejana com o pé leve na tábua e com o cartão multibanco na algibeira para pagarmos na hora a multa a um UMM da GNR escondido debaixo de um chaparro.
E no entanto, o povo move-se.
Move-se por Àfrica, manifesta-se pelo continente abandonado pelos países do Norte e autoflagelado, por uma casta de dirigentes que nos anos sessenta correram com os colonialistas em nome da liberdade e da democracia, e instalaram regimes sanguinolentos sem o mínimo respeito pelos povos.
A verdade é que em nome dos sacrossantos princípios democráticos se têm cometido as maiores barbaridades. A democracia está a transformar-se num monstro cínico que usa uma ideia universal para corromper e fazer pagar caro aos povos bem crentes.
Veja-se Timor e a desgraça que foi. Por isso quando hoje ouvi a deputada Ana Gomes falar em democracia para África lembrei-me do seu fervor em Timor, e já não senti empolgamento. Apenas desapontamento.
Nas últimas horas soubemos que vamos pagar ainda mais pela taxa Euribor, embora o Banco Central Europeu tenha decidido manter o juro em 4 por cento ( alguém explica porque vamos então pagar mais pelo empréstimo à habitação ?).
Vamos pagar pelos sacos dos supermercados, vamos pagar mais pelo contador da electricidade, vamos pagar mais porque afinal a taxa de inflação vai ser para 2008 de 2,6 segundo a OCDE e não de 2,2 como diz o governo.
Os funcionários públicos vão passar a descontar para a ADSE nos 13º e 14º mês.
Isto só em meia dúzia de horas, e há outros aumentos de que não me recordo para citar de cor.
Vamos deixar de fumar em todo o lado menos na rua e de certeza que o tabaco aumentará ainda mais em nome da saúde.
O governo vai instalar cem radares fixos nas estradas, logo passaremos a conduzir no meio da planície alentejana com o pé leve na tábua e com o cartão multibanco na algibeira para pagarmos na hora a multa a um UMM da GNR escondido debaixo de um chaparro.
E no entanto, o povo move-se.
Move-se por Àfrica, manifesta-se pelo continente abandonado pelos países do Norte e autoflagelado, por uma casta de dirigentes que nos anos sessenta correram com os colonialistas em nome da liberdade e da democracia, e instalaram regimes sanguinolentos sem o mínimo respeito pelos povos.
A verdade é que em nome dos sacrossantos princípios democráticos se têm cometido as maiores barbaridades. A democracia está a transformar-se num monstro cínico que usa uma ideia universal para corromper e fazer pagar caro aos povos bem crentes.
Veja-se Timor e a desgraça que foi. Por isso quando hoje ouvi a deputada Ana Gomes falar em democracia para África lembrei-me do seu fervor em Timor, e já não senti empolgamento. Apenas desapontamento.
