quinta-feira, setembro 27, 2007

Engates

Aqui ficam algumas dicas para frases de engate retiradas directamente do vasto vocabulário dos trolhas.

Belas pernas! A que horas abrem?

Oh fêvera! Junta-te aqui à brasa!

Oh morcona, comia-te o sufixo!

Tens um cu que parece uma cebola!
É de comer e chorar por mais!

Contigo filha, era até ao osso!

A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu.

Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.

Oh boa, com um cu desses deves cagar bombons!

Usas cuecas TMN?
É que tens um rabinho que é um mimo!

Oh linda, sobe-me à palmeira e lambe-me os cocos…

Acreditas em amor à primeira vista ou tenho que passar por aqui mais uma vez?

Oh boneca, se fosses de porcelana partia-te toda…

Foste à tropa dama? É que já marchavas…

Ai boneca… contigo era até achar petróleo…

E uns comentários para as menos jeitosas:

Oh linda! Com menos cu também se caga!

Oh filha, tens uns lábios que faziam feliz qualquer chupa-chupa!

Deves ser mais apertadinha que os rebites de um submarino.

Se o teu cu fosse um banco, fazia uma poupança a taxa fixa.

És como um helicóptero… Gira, gira, gira, e boa!

O teu pai deve ser Terrorista…. És cá uma bomba!

Segunda vaga… só pró caso de ela resistir à primeira!

Ora aqui está uma moça com sitio onde agarrar!

Diz ela:
- Hoje vou ter folga…
Diz ele:
- Tão novinha e já com folga!

Foste feita no calor? Até estalas…

Anda cá acima que o pai unta-te.

Mãe que pare assim, devia parir de 3 em 3 meses….

Ia a “moça” com a mãe na rua, não devia ter mais que 16/18 anos, e ouve-se um trolha de cima de um prédio em construção:
Oh boa, anda cá que de certeza que já não sangras!

Só não tenho pêlos na lingua porque não queres!

Tanta terra para lavrar e o meu arado a ganhar ferrugem.

Vamos tapar buracos?

Oh filha, anda cá que o pai não aleija!

Se eu fosse jardineiro nunca te faltava água.

Oh boa, caiava-te esse interior todo de branco!

O teu pai é pedreiro? É que tens um cu que é obra!

Oh menina.. você tem um alçado posterior muito interessante…

Não és nada má, já tive muito pior e a pagar.

Posso-te pagar um copo, ou preferes o dinheiro?

Há mais lá em casa como tu?

Só queria que fosses um cavalinho de carrocel, para te montar o dia todo por 100 paus.

Posso tocar no teu umbigo . . . da parte de dentro?

Não te esqueças do meu nome, mais logo vais gritá-lo.

Oh gata… largas pêlo?

Quem me dera que fosses um frango para meter-te um pau pelo cu acima e fazer-te suar.

Minha senhora, troco a sua filha por um piano. Assim podemos tocar os dois.

Se cair, já sei onde me agarrar.

Diz-me como te chamas para te pedir ao Pai Natal.

Bem, tu deves ter caído do céu… Pena foi teres caido mesmo de cara!

Se a tua mãe for tão boa como tu… não há problema! Trá-la contigo!

Ohhh boa comia-te toda!!!

Mãe e filha vão a passear e aparece o trolha que tinha ido comprar umas cervejas pra bucha:
- A Senhora acredita em Deus?
Ao que a mãe respondeu prontamente:
- Acredito sim senhor!
O trolha:
- Então A Senhora vá com Deus que nós vamos com a sua filha…

Como as mulheres querem fazer o mesmo que os homens, uma mulher operária da construção civil (trolha) mandaria piropos assim:

Ohhhh “filho” tens um rabinho que até dá vontade de dar palmadinha…

Lindinho “isso” que tens entre pernas é tudo teu ou são “enchumaços”?!

Metia uma 1ª nessa alavanca de mudanças que até fazias um pião….


Posto isto, vaõ experimentando e se alguma delas der resultado, avisem.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Segundas

Hoje não sei o que sinto,
Qualquer coisa é,
Mas indistinta,
Parece um vazio ou uma vertigem,
Ou ambas...ou nenhuma!
Talvez nem pareça coisa alguma,
Talvez antes a vontade, em suma,
De sentir apenas por sentir.
Uma vontade de estar, contudo ausente
Uma vontade de ir, mas ser presente,
Não adianta sugerir instintos...
Os sentimentos são puros labirintos
Que separam o que sou do que sinto,
A explicação qual barreira,
Surge, sem sofismas, nem dilemas
Na imagem nítida e terrena,
Da mal-amada Segunda-feira!

sexta-feira, setembro 21, 2007

Poesia I

Olho

Vejo a chuva cair

Consegue ocultar tudo lá fora.

Fecho os olhos

Imagino a chuva assim

Miudinha caindo de raiva,

Imagino o sorriso no teu rosto

O calor de um abraço sentido.

Abrigo-me de ti

Ou

De mim nem sei

Penso se renasci neste dia vago

Como em tantos outros dias vagos

Onde pensei que morri,

Em noites inventadas de nada

E que o nada é teu rosto

Surgindo numa paisagem de nevoeiro.

Não me importa que seja a chuva,

O nevoeiro,

O vento ou a madrugada,

Não me importa que seja a noite.

Só desejo

Algo que te traga

quinta-feira, setembro 20, 2007

Para rir

E recordar o sentido de humor:

Querida Susana:
Eu sei que o conselheiro matrimonial disse que não deveria haver contacto entre nós, durante o nosso período 'de acalmia', mas eu não consigo aguentar mais. No dia em que me deixaste, eu jurei que nunca mais te dirigia a palavra. Mas isso era só o rapazinho magoado dentro de mim a falar. Ainda assim, eu nunca quis ser o primeiro a avançar. Na minha fantasia, eras sempre tu que voltavas a rastejar para mim. Acho que o meu orgulho precisava disso. Mas agora vejo que o meu orgulho me custou uma série de coisas. Estou farto de fingir que não preciso de ti. E já não me importo de fazer má figura. Não me interessa qual de nós dará o primeiro passo, desde que um de nós o dê. Talvez seja altura de deixarmos os nossos corações falarem mais alto do que a nossa dor. E isto é o que o meu coração diz... Não há ninguém como tu, Susana. Eu procuro-te nos olhos e seios de cada mulher que vejo, mas elas não são tu. Não chegam sequer aos teus pés. Há duas semanas, encontrei uma mulher num bar do Bairro Alto e levei-a para casa comigo. Não digo isto para te magoar, mas apenas para ilustrar a profundidade do meu desespero. Ela era nova, talvez 19, com um daqueles corpos perfeitos que só a juventude e talvez uma infância passada em patinagem podem dar. Quer dizer, um corpo perfeito. Mamas que não dá para acreditar e um rabo tipo carapaça de tartaruga, redondo e rijo. O sonho de qualquer homem, não é? Mas enquanto estava sentado no sofa a ser chupado por esta jovem deslumbrante, eu pensei, vejam só aquilo que consideramos importante nas nossas vidas. É tudo tão superficial. O que é que um corpo perfeito significa? Será que a torna melhor na cama? Bem, neste caso, sim. Mas estás a ver onde quero chegar? Será que isso a torna uma pessoa melhor? Será que ela tem um coração melhor do que a minha, moderadamente atraente, Susana? Duvido. E nunca tinha pensado nisso antes. Não sei, talvez esteja a amadurecer um pouco. Mais tarde, depois de lhe ter despejado uns decilitros de iogurte de garganta, dei por mim a pensar, "porque é que me sinto tão esgotado e vazio?" Não era apenas a sua técnica perfeita e a sua fome de sexo e luxúria, mas algo diferente. Um sentimento de perda. Porque é que me sentia tão incompleto? E então apercebi-me. Não senti a mesma coisa porque tu não estavas lá, Susana, para ver. Percebes o que quero dizer? Nada significa nem tem o mesmo sentido sem ti. Por amor de Deus, Susana, estou a enlouquecer sem ti. E tudo o que faço me lembra de ti. Lembras-te da Carolina, aquela mãe solteira que encontrámos no ginásio, no ano passado? Bem, ela passou cá em casa na semana passada, com um tacho de lasanha. Ela disse que imaginava que eu não devia andar a comer nada de jeito sem uma mulher por perto. Só mais tarde é que percebia o que ela queria dizer com aquilo, mas essa não é a verdadeira história. De qualquer maneira, bebemos uns copitos de vinho e passado um bocado estávamos a dar-lhe forte e feio no nosso velho quarto. E a devassa é um verdadeiro animal na cama. Ela deu-me tudo, sabes, assim como uma verdadeira mulher faz quando não está preocupada com o peso ou a sua carreira ou se os filhos nos vão ouvir ou não. E de repente ela viu aquele velho espelho giratório que está em cima da cómoda que era da tua avó. Então ela agarrou no espelho e colocou-o no chão, de maneiro a que nos podíamos observar os dois. E é uma sensação espectacular, mas que me deixou triste também. Porque não consegui deixar de pensar, "Porque é que a Susana nunca pôs o espelho no chão? Temos esta cómoda há 14 anos, ou coisa que o valha, e nunca o usámos como brinquedo sexual." No sábado, a tua irmã passou cá com a ordem do tribunal que me proíbe de me aproximar de ti. Quer dizer, a Paula ainda é uma miúda, mas tem uma cabeça muito porreira assente nos ombros e tem sido uma verdadeira amiga para mim durante estes tempos difíceis. Ela tem-me dado excelentes conselhos acerca de ti e acerca das mulheres em geral. Ela está realmente empenhada em que nós fiquemos juntos novamente, Susana. Está mesmo. Então, numa destas ocasiões, damos por nós a beber uns copos dentro de uma banheira de espuma e a falar de tempos mais felizes. Aqui está uma adolescente que tem o mesmo ADN que tu e eu só consigo pensar no quanto ela me faz lembrar do quanto ela se parece contigo quando tu tinhas 18 anos. E isso quase me faz chorar. E afinal descubro que a Paula gosta mesmo de toda aquela cena anal, o que me faz lembrar do número imenso de vezes que te pressionei para experimentares e que isso talvez pudesse ter alimentado o azedume entre nós. Mas será que consegues ver que, mesmo quando estou a bombar dentro do anel castanho da tua irmã, tudo o que consigo fazer é pensar em ti? É verdade, Susana. E no fundo do teu coração, tu sabes disso. Não achas que podíamos começar de novo? Acabar com as amarguras, com os ódios e começar tudo do zero? Eu acho que podemos. Se sentes o mesmo, por favor, por favor diz-me, caso contrário, podes-me dizer onde está o controlo remoto da televisão?

João"

In Funcionário - Abril 2004

quarta-feira, setembro 19, 2007

Cabeção

É como me sinto, com uma cabeça do tamanho do mundo. Tenho que voltar a beber água durante uns dias.

terça-feira, setembro 18, 2007

Tempo

"É sempre rápido o tempo da felicidade. O Tempo é um ser difícil. Quando queremos que ele se prolongue, seja demorado e lento, ele foge às pressas, nem se sente o correr das horas. Quando queremos que ele voe mais depressa que o pensamento, porque sofremos, porque vivemos um tempo mau, ele escoa moroso, longo é o desfilar das horas."

Jorge Amado

segunda-feira, setembro 17, 2007

Regressei!

Aos escritos neste meu cantinho e às Pujas de Bubu, únicamente pela diversão, e não com o objectivo de não me lembrar de algo que é impossível esquecer.
Foi um domingo bem passado, é claro que parece sempre que falta qualquer coisa, mas o seguir em frente é, só por si, uma justa homenagem.
Foi pena o estúpido do italiano ter ganho, mas foi a melhor corrida que vi este ano, tinha de ser em Portugal.
Ficámos também a saber que cabem seis pessoas na mala do Fiat Panda, não me perguntem como, mas ainda me dói as costas.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Não, ainda não me apetece. fica para amanhã.